A morte convida para dançar
Viviane Rezende
Era o meu último ano na faculdade de psicologia em uma pequena, porém charmosa cidade chamada Periclitans Vill. Minha festa de formatura se aproximava, mas ainda não tinha me dado conta de que um ciclo da minha vida terminara e outro completamente novo, estava por vir. Afinal uma nova Julia, corajosa, audaz e desafiadora, tomara o lugar de uma adolescente tímida e desconcertada.
No dia seguinte, na faculdade foram entregues os convites para o baile, lacrado num envelope negro, um papel escrito com letras vermelhas como o sangue a frase “A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR”, e na parte inferior do papel estava o endereço do salão.
O baile aconteceria num antigo casarão da cidade, que por muitos anos funcionou como um salão de festas, mas após alguns desaparecimentos e mortes inexplicáveis no local, este foi fechado e a lenda da casa mal-assombrada surgiu.
Meus melhores amigos Paula, Lucas e Mateus eram os responsáveis pela organização da festa, eles me disseram que haviam escolhido o local, devido seu baixo custo o tema surgiu pela assombrosa lenda do casarão e pelo fato de não ter que reformá-lo, afinal a decoração esconderia os grandes estragos feitos pelo tempo e permaneceria o ar de mistério dando o terror necessário para uma festa, no mínimo diferente de todas.
Naquela noite, fui para casa mais cedo para descansar. Estava em meu quarto tentado dormir, a temperatura caiu bruscamente e enrolada em minhas cobertas relutei em ir fechar a janela, o vento frio que entrava por ela me trazia calafrios. Logo vi que não conseguiria dormir, acendi a luz do abajur e me virei para a janela, que para minha surpresa estava fechada.
De repente a luz se apagou e uma escuridão incomum tomou conta do meu quarto, tive a sensação de não estar só. O frio aumentou e uma fumaça enegrecida se posicionou acima do meu corpo, agora paralisado de medo, o vento tomou a forma de uma respiração que lançava em meu rosto um ar gélido de congelar os ossos. Mesmo com medo, consegui perguntar:
- O que você quer?
A criatura tocou em meus olhos, que se fecharam de pavor e disse:
- Que abra os olhos e me encontre!
Neste momento despertei do pesadelo, com o som agudo do despertador.
O dia do baile finalmente havia chegado. Paula, Mateus, Lucas e eu fomos juntos no mesmo carro. Ao chegar ao local descrito no convite, percebi que realmente devia ter algo errado naquele lugar.
Era estranhamente mais frio que o restante da cidade, tinha pouca luminosidade e toda a vegetação ao redor estava morta, o casarão tinha uma arquitetura antiga, a madeira estava velha e com muita umidade.
A primeira coisa que se via ao entrar no salão era a grande faixa com o tema do baile (A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR). A decoração estava assustadora, embora fosse desnecessário, pois a construção do casarão já era de assustar qualquer um.
Os estudantes da nossa turma lotavam o lugar que agora era uma imensa pista de dança. Alguns mais corajosos visitavam cada cômodo da casa. Para ter acesso ao piso superior era necessário subir uma escada de madeira um tanto perigosa.
Mateus insistiu em conhecer o restante da casa, enquanto a festa ocorria na pista de dança, subimos para um dos seus cômodos. Quando o número de pessoas no quarto se restringiu a nós quatro, Paula nos mostrou documentos que constavam a história do antigo casarão.
Em meio a várias páginas de jornais, o mais antigo datava de 1890, informava sobre um grande casamento que terminou em tragédia. A noiva chamada Samanta desapareceu misteriosamente no dia de seu casamento, o dono do salão desapareceu pouco tempo depois. Assim ambos foram dados como mortos, sem ninguém nunca ter encontrado seus corpos. Outros papéis relatavam a morte de policiais que procuravam o corpo da jovem na casa, e mais recentemente a morte de três homens que foram contratados para a reforma do salão. Deste dia até o baile a casa não havia sido visitada por mais ninguém.
Sem acreditar em fantasmas Mateus começou a zombar e rir do suspense que Paula fez para nos contar esta história. Foi então que ouvimos um barulho vindo do corredor da casa. Corremos até lá para ver o que estava acontecendo, mas ao sairmos do quarto a porta se fechou, trancando Mateus. Enquanto tentávamos a porta, a luz se apagou, Mateus com desespero pediu que abríssemos a porta, ele disse que tinha alguém lá dentro com ele. E foi neste momento que ouvimos algo como um urro de um animal enfurecido. Mateus pedia desesperadamente por socorro, enquanto algo o feria com violência. Podíamos ouvir no quarto o som de seus ossos sendo quebrados. O som da música lá embaixo, abafava os nossos gritos de socorro. Lucas e Paula tentaram descer para pedir ajuda, mas uma força invisível não deixava que saíssemos do corredor.
De repente os gritos de dor cessaram e minha mão que antes forçava para abrir a porta, já não encontrou resistência, entramos no quarto escuro chamando por Mateus, mas não tínhamos nenhuma resposta. A luz então acendeu e ficamos apavorados com o que vimos, nosso amigo estava dividido em pedaços pelo quarto e com seu sangue foi escrito na parede a frase “A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR”.
O pavor tomou conta do meu ser, vi neste momento um vulto negro que fez com que Paula e Lucas desmaiassem, quando se aproximou de mim, tentei ser forte para não perder a consciência. O vulto então revelou a mim a face de um homem vil de alma demoníaca, ele me disse:
- Durma, este é apenas o princípio, ainda não cansei de brincar!
Então desmaiei.
Paula e Lucas me acordaram, estavam desesperados, mesmo assim olhei ao redor com esperança de tudo não ter passado de um pesadelo, mas o corpo de Mateus ainda estava espalhado pelo quarto. Olhei no relógio e eram 18h45min do dia seguinte.
Tentamos abrir a porta, mas estava trancada. Ouvimos então um barulho no piso inferior, a porta mais uma vez se destrancou sozinha. Saímos dessa vez todos juntos e fomos até o corredor, ao chegarmos na escada avistamos na pista de dança uma jovem muito bela, de vestido branco. Lucas foi até ela pensando ser uma das formandas da nossa turma.
Quando se aproximou da jovem, o vulto negro o envolveu num abraço mortal, tentamos livrar-lo, mas a criatura era mais forte e em pouco tampo já não havia vida em nosso amigo. A criatura então envolveu a jovem que havíamos visto e disse olhando para mim:
- Ela será minha por toda a eternidade.
E então desapareceu.
Paula e eu procurávamos então uma saída, mas a casa inteira estava sob a influência da criatura que havia trancado todas as portas.
Voltamos então ao quarto onde tudo começou, a procura de respostas nos documentos que contavam a historia da casa. Descobrimos então uma foto da noiva com o padrinho de casamento, que era o dono da casa. Ao vê-lo, reconheci a face do fantasma que após matar Mateus, se revelou a mim.
Concluímos então que se a noiva desapareceu daquele quarto, então devia ter uma saída secreta. Começamos a procurar, por qualquer madeira solta, para nossa surpresa encontramos uma parede falsa que dava para uma escada, esta nos levou ate o porão da casa.
Encontramos então algo que parecia ser um cativeiro, uma cama com correntes e poucos móveis ao redor. A porta que encontramos se fechou e toda a claridade que tínhamos vinda do quarto, tornou-se escuridão.
Ouvimos então um riso zombador e uma força estranha fez com que eu desmaiasse, senti Paula sendo puxada dos meus braços enquanto gritava, sendo ferida pelo fantasma.
Eu estava ainda sobre o efeito da criatura quando senti uma mão fria que tocou em meu rosto e disse:
- Julia abra os olhos e me encontre.
Então abri os olhos e vi o fantasma de Samanta que rapidamente desapareceu. Levantei-me e percebi que estava na cama onde ela havia sido prisioneira.
O lugar agora estava parcialmente iluminado por velas e parecia mais assustador do que na escuridão. Peguei uma vela para investigar o lugar, iluminei as paredes em busca de uma saída, foi aí, que encontrei presos as paredes os corpos de meus amigos e mais ao fundo um corpo já decomposto, era o corpo de Samanta, ela foi torturada até a morte e estava posto ali como um troféu daquela criatura repugnante.
O frio tomou conta do lugar mais uma vez e eu sabia que era ele que vinha para me matar. A sombra tomou forma em minha frente tocou meu rosto e meus lábios e disse:
- Julia, eu dei amor e carinho para Sam, eu fiz para ela este quarto, eu a alimentei e ela me rejeitou por isso, só por isso eu a matei. Sem o amor dela a minha vida perdeu o sentido e então eu cometi suicídio e estou aprisionado aqui neste lugar com ela. Mas agora eu tenho você Julia, você vai me amar? Não vai?
Então neste momento Samanta apareceu e me tirou das garras do assassino. Saí correndo daquele lugar e podia sentir que ele me seguia, a porta da casa estava aberta então corri para uma floresta ao fundo da casa. Corria por entre as árvores e a fúria dele as despedaçava atrás de mim.
Enquanto corria vi ao longe uma caverna e decidi me esconder lá, usei um isqueiro para iluminar o local e então vi um homem numa forca. A criatura entrou também na caverna e ao ver que havia encontrado o seu corpo, veio em minha direção para me matar. Direcionei a chama do isqueiro para o corpo apodrecido do homem e neste momento o corpo ficou em chamas e a criatura contorceu-se de fúria, pois com seu corpo queimado foi obrigada a deixar este lugar.
Voltei então para o casarão e coloquei fogo no corpo de Samanta para que enfim tivesse descanso. Ao sair de lá, a casa inteira ardeu em chamas, dando fim ao sofrimento de muitas almas que padeceram naquele lugar.
No dia seguinte, na faculdade foram entregues os convites para o baile, lacrado num envelope negro, um papel escrito com letras vermelhas como o sangue a frase “A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR”, e na parte inferior do papel estava o endereço do salão.
O baile aconteceria num antigo casarão da cidade, que por muitos anos funcionou como um salão de festas, mas após alguns desaparecimentos e mortes inexplicáveis no local, este foi fechado e a lenda da casa mal-assombrada surgiu.
Meus melhores amigos Paula, Lucas e Mateus eram os responsáveis pela organização da festa, eles me disseram que haviam escolhido o local, devido seu baixo custo o tema surgiu pela assombrosa lenda do casarão e pelo fato de não ter que reformá-lo, afinal a decoração esconderia os grandes estragos feitos pelo tempo e permaneceria o ar de mistério dando o terror necessário para uma festa, no mínimo diferente de todas.
Naquela noite, fui para casa mais cedo para descansar. Estava em meu quarto tentado dormir, a temperatura caiu bruscamente e enrolada em minhas cobertas relutei em ir fechar a janela, o vento frio que entrava por ela me trazia calafrios. Logo vi que não conseguiria dormir, acendi a luz do abajur e me virei para a janela, que para minha surpresa estava fechada.
De repente a luz se apagou e uma escuridão incomum tomou conta do meu quarto, tive a sensação de não estar só. O frio aumentou e uma fumaça enegrecida se posicionou acima do meu corpo, agora paralisado de medo, o vento tomou a forma de uma respiração que lançava em meu rosto um ar gélido de congelar os ossos. Mesmo com medo, consegui perguntar:
- O que você quer?
A criatura tocou em meus olhos, que se fecharam de pavor e disse:
- Que abra os olhos e me encontre!
Neste momento despertei do pesadelo, com o som agudo do despertador.
O dia do baile finalmente havia chegado. Paula, Mateus, Lucas e eu fomos juntos no mesmo carro. Ao chegar ao local descrito no convite, percebi que realmente devia ter algo errado naquele lugar.
Era estranhamente mais frio que o restante da cidade, tinha pouca luminosidade e toda a vegetação ao redor estava morta, o casarão tinha uma arquitetura antiga, a madeira estava velha e com muita umidade.
A primeira coisa que se via ao entrar no salão era a grande faixa com o tema do baile (A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR). A decoração estava assustadora, embora fosse desnecessário, pois a construção do casarão já era de assustar qualquer um.
Os estudantes da nossa turma lotavam o lugar que agora era uma imensa pista de dança. Alguns mais corajosos visitavam cada cômodo da casa. Para ter acesso ao piso superior era necessário subir uma escada de madeira um tanto perigosa.
Mateus insistiu em conhecer o restante da casa, enquanto a festa ocorria na pista de dança, subimos para um dos seus cômodos. Quando o número de pessoas no quarto se restringiu a nós quatro, Paula nos mostrou documentos que constavam a história do antigo casarão.
Em meio a várias páginas de jornais, o mais antigo datava de 1890, informava sobre um grande casamento que terminou em tragédia. A noiva chamada Samanta desapareceu misteriosamente no dia de seu casamento, o dono do salão desapareceu pouco tempo depois. Assim ambos foram dados como mortos, sem ninguém nunca ter encontrado seus corpos. Outros papéis relatavam a morte de policiais que procuravam o corpo da jovem na casa, e mais recentemente a morte de três homens que foram contratados para a reforma do salão. Deste dia até o baile a casa não havia sido visitada por mais ninguém.
Sem acreditar em fantasmas Mateus começou a zombar e rir do suspense que Paula fez para nos contar esta história. Foi então que ouvimos um barulho vindo do corredor da casa. Corremos até lá para ver o que estava acontecendo, mas ao sairmos do quarto a porta se fechou, trancando Mateus. Enquanto tentávamos a porta, a luz se apagou, Mateus com desespero pediu que abríssemos a porta, ele disse que tinha alguém lá dentro com ele. E foi neste momento que ouvimos algo como um urro de um animal enfurecido. Mateus pedia desesperadamente por socorro, enquanto algo o feria com violência. Podíamos ouvir no quarto o som de seus ossos sendo quebrados. O som da música lá embaixo, abafava os nossos gritos de socorro. Lucas e Paula tentaram descer para pedir ajuda, mas uma força invisível não deixava que saíssemos do corredor.
De repente os gritos de dor cessaram e minha mão que antes forçava para abrir a porta, já não encontrou resistência, entramos no quarto escuro chamando por Mateus, mas não tínhamos nenhuma resposta. A luz então acendeu e ficamos apavorados com o que vimos, nosso amigo estava dividido em pedaços pelo quarto e com seu sangue foi escrito na parede a frase “A MORTE CONVIDA PARA DANÇAR”.
O pavor tomou conta do meu ser, vi neste momento um vulto negro que fez com que Paula e Lucas desmaiassem, quando se aproximou de mim, tentei ser forte para não perder a consciência. O vulto então revelou a mim a face de um homem vil de alma demoníaca, ele me disse:
- Durma, este é apenas o princípio, ainda não cansei de brincar!
Então desmaiei.
Paula e Lucas me acordaram, estavam desesperados, mesmo assim olhei ao redor com esperança de tudo não ter passado de um pesadelo, mas o corpo de Mateus ainda estava espalhado pelo quarto. Olhei no relógio e eram 18h45min do dia seguinte.
Tentamos abrir a porta, mas estava trancada. Ouvimos então um barulho no piso inferior, a porta mais uma vez se destrancou sozinha. Saímos dessa vez todos juntos e fomos até o corredor, ao chegarmos na escada avistamos na pista de dança uma jovem muito bela, de vestido branco. Lucas foi até ela pensando ser uma das formandas da nossa turma.
Quando se aproximou da jovem, o vulto negro o envolveu num abraço mortal, tentamos livrar-lo, mas a criatura era mais forte e em pouco tampo já não havia vida em nosso amigo. A criatura então envolveu a jovem que havíamos visto e disse olhando para mim:
- Ela será minha por toda a eternidade.
E então desapareceu.
Paula e eu procurávamos então uma saída, mas a casa inteira estava sob a influência da criatura que havia trancado todas as portas.
Voltamos então ao quarto onde tudo começou, a procura de respostas nos documentos que contavam a historia da casa. Descobrimos então uma foto da noiva com o padrinho de casamento, que era o dono da casa. Ao vê-lo, reconheci a face do fantasma que após matar Mateus, se revelou a mim.
Concluímos então que se a noiva desapareceu daquele quarto, então devia ter uma saída secreta. Começamos a procurar, por qualquer madeira solta, para nossa surpresa encontramos uma parede falsa que dava para uma escada, esta nos levou ate o porão da casa.
Encontramos então algo que parecia ser um cativeiro, uma cama com correntes e poucos móveis ao redor. A porta que encontramos se fechou e toda a claridade que tínhamos vinda do quarto, tornou-se escuridão.
Ouvimos então um riso zombador e uma força estranha fez com que eu desmaiasse, senti Paula sendo puxada dos meus braços enquanto gritava, sendo ferida pelo fantasma.
Eu estava ainda sobre o efeito da criatura quando senti uma mão fria que tocou em meu rosto e disse:
- Julia abra os olhos e me encontre.
Então abri os olhos e vi o fantasma de Samanta que rapidamente desapareceu. Levantei-me e percebi que estava na cama onde ela havia sido prisioneira.
O lugar agora estava parcialmente iluminado por velas e parecia mais assustador do que na escuridão. Peguei uma vela para investigar o lugar, iluminei as paredes em busca de uma saída, foi aí, que encontrei presos as paredes os corpos de meus amigos e mais ao fundo um corpo já decomposto, era o corpo de Samanta, ela foi torturada até a morte e estava posto ali como um troféu daquela criatura repugnante.
O frio tomou conta do lugar mais uma vez e eu sabia que era ele que vinha para me matar. A sombra tomou forma em minha frente tocou meu rosto e meus lábios e disse:
- Julia, eu dei amor e carinho para Sam, eu fiz para ela este quarto, eu a alimentei e ela me rejeitou por isso, só por isso eu a matei. Sem o amor dela a minha vida perdeu o sentido e então eu cometi suicídio e estou aprisionado aqui neste lugar com ela. Mas agora eu tenho você Julia, você vai me amar? Não vai?
Então neste momento Samanta apareceu e me tirou das garras do assassino. Saí correndo daquele lugar e podia sentir que ele me seguia, a porta da casa estava aberta então corri para uma floresta ao fundo da casa. Corria por entre as árvores e a fúria dele as despedaçava atrás de mim.
Enquanto corria vi ao longe uma caverna e decidi me esconder lá, usei um isqueiro para iluminar o local e então vi um homem numa forca. A criatura entrou também na caverna e ao ver que havia encontrado o seu corpo, veio em minha direção para me matar. Direcionei a chama do isqueiro para o corpo apodrecido do homem e neste momento o corpo ficou em chamas e a criatura contorceu-se de fúria, pois com seu corpo queimado foi obrigada a deixar este lugar.
Voltei então para o casarão e coloquei fogo no corpo de Samanta para que enfim tivesse descanso. Ao sair de lá, a casa inteira ardeu em chamas, dando fim ao sofrimento de muitas almas que padeceram naquele lugar.